Violão Dedilhado

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Fim da Saga

Encerro aqui neste post o fim desta saga sobre musica, acredito que foram quase 10 post que eu escrevi de uma vez em duas noites muito inspiradas, há 3 anos criei este blog pra canalizar o meu tempo de ócio da época de quando eu trabalhava numa empresa governamental, desde o inicio a ideia foi boa mas o tempo passou e os problemas da vida adulta começaram a me deixar cansado e ocupado demais pra ter boas ideias ou coloca-las num papel, a boa noticia é que este as ideias, descobertas ficaram amadurecendo na minha cabeça e o resultado foi esta serie de postagens, espero que tenham gostado.

Visitem o meu outro blog sempre que puderem http://violaodolavor.blogspot.com.br/ lá eu costumo a publicar meus arranjos pra violão e transcrições de algumas peças também para violão, além vídeos onde eu toco violão.

Para este ultimo tópico vou postar um esquema pra facilitar a formação de acordes e suas extensões.

1 – Régua para medir Intervalos Musicais do Lavor

Parece coisa do seu Creison, mas não é, já sabemos que as notas de uma escala natural são 7 que se repetem num ciclo, os 3 pilares de um acorde são Tonica, 3ª e 5ª o que vier disso é opcional igual a uma refeição, eu diria que estes 3 são o arroz o feijão e o bife, a 7ª é a salada, muito saudável mas nem todos gostam, os intervalos de 9ª, 11ª e 13ª são a sobremesa.

2 – Aplicação

È muito comum confundir o se assustar quando você vê um acorde com este nome E6/9, Fm13, G4/9, E11#, Am (b5)7 e se tratando de inversões no acorde a coisa fica muito poluída, imagina este aqui E7(9)/G# na pratica é apenas um acorde maior com sétima menor adicionado o nono grau com baixo no 3º grau G#



Esta é a régua, você só precisa colocar a nota que te interessa na posição T de Tonica e preencher o restante de semitom em semitom, os intervalos maiores e justos estão com os graus pintados de amarelo os que estão em brancos são os menores.



Obs. Lembre-se que o II graus também é conhecido como 9ª, a 4ª e a 11 são as mesmas e o sexto é também o 13º.

Agora vamos para uma visão mais prática e operacional.

Está é uma visão do braço da guitarra ou violão, funciona como uma visão de estados ou vizinhos, funciona assim vá para qualquer lugar da sexta corda do seu violão e guitarra, agora escolha uma nota qualquer e imagine esta nota como Tonica, a vizinha da esquerda desta nota é a 7+, duas casas a frente da Tonica está a 9ª, na diagonal à esquerda e na corda 5 estará a 3ª maior, veja como este padrão se repete na Tonica da corda 4, com esta visão você pode não saber o nome da nota que esta tocando mas com certeza vai encontrar os intervalos sem ter que pensar muito.



O régua te ajuda a saber qual é a nota especifica que você quer, já o quadro acima te ajuda a localizar a região onde o intervalo está.

3 - Desafio (Tarefa)

Escolha uma nota solta (E, A, D, G ou B) e toque os seus respectivos intervalos, ouça cada som, treine o seu ouvido que com o tempo você saberá identificar de imediato.



Tétrades – Acordes de 4 vozes

No ultimo post sobre intervalo de nona sem querer acabei iniciando sobre tema de tétrades, que um tipo de acorde com mais uma nota, lembrando aquele desenho da pirâmide que eu criei pra facilitar o entendimento sobre um acorde. Let’s GO!

1 - Tétrades – Acordes de 4 vozes

Como sempre digo não há muito segredo e nem complexidade, voltando à estrutura básica de um acordes temos Baixo, médios e agudos, também temos Tonica, terças e quintas, agora chegou a hora de melhorar isso, vamos inserir mais uma nota, em geral as tétrades são formadas pelas 3 principais notas da estrutura do acorde mais a sua sétima que pode ser maior (7+) menor (7) ou diminuta (7°) que significa diminuída.

2 – Aplicação

Esta é a escala de Mí Maior, vamos utiliza-la na construção de acorde de 4 vozes



Pra facilitar a montagem de acordes vale lembra da minha regra das 3ªs para montagem de acorde, 1 escolha o ponto de partida neste caso será Mí, agora vá uma 3ª acima, teremos G#, em seguida outra 3ª e chegamos em B, mais uma 3ª e chegamos a D#, muito fácil é ir pulando de nota em nota uma sim ou não. O acorde vai ficar dessa forma – E, G#, B, D#, agora falta apenas ver se ele é um acorde maior ou menor e qual é o tipo de sétima(Maior/Menor)



Entre Mí e Sol# há um intervalo de terça maior e entre Mi e Re# há um intervalo de 7+ pois as duas notas estão coladinhas, a notação para este acorde é E7+.

Vamos montar outro acorde, avançado para o segundo grau o nosso ponto de partida será Fá# ou seja está será a Tonica deste acorde, regra da 3ª pega uma pula outra......

Resultado deste algoritmo complexo é F#, A, C#, E (face quase book haha) os próximos passos é descobri se este acorde é maior ou menor e qual é o tipo de sétima. Vejamos na figura abaixo:



Resultado temos um acorde menor com sétima menor,a cifra dele fica assim F#m7.

3 – Desafio

Termine de escrever as cifras dos acordes com as suas 7ªs da escala de Mi maior. E7+ , F#m7, ...........

Dica após identificar o sétimo grau se você aplicar a regra da 3ª mais um vez terá o nono grau!

Intervalos de 9ª e b9ª

Voltando aos intervalos e desta vez vamos as 9ª leia –se intervalos de nona, este será o ultimo post sobre intervalos, se você já leu os anteriores sobre 3ª maior e menor, aprendeu a encontrar as 7ª menor e 7ª+ agora será a hora de expandir um pouco mais o seu vocabulário de acordes e tocar qualquer cifra.

1 – Intervalos de 9ª e b9ª

Tão simples como identificar os intervalos de 7ª é a tarefa de encontrar ou inserir a 9ª em acordes, imagine que tenhamos um relógio de ponteiro dividido em 8 horas, sendo 12hrs = Tonica, depois II grau, III grau IV grau ... até finalizar o ciclo, neste caso para alcançarmos o 9º grau deveremos dar um volta inteira no relógio e pararmos no II grau, isso ocorre porque o ciclo das notas musicais são divididos em 8 graus e se repetem, a simples modos podemos dizer que neste exemplo o II grau está 5 minutos da Tonica e o 9º estaria à uma hora e cinco minutos da Tonica embora a nota em si fosse à mesma. De um modo mais operacional podemos dizer que o nono grau está à frente da Tonica em um tom.

Ex:

O nono grau de Lá é Sí
O nono grau de Dó é Ré
O nono grau de Mi é Fá#

O intervalo de nona bemol esta um semitom a frente da Tonica, neste caso ela estaria a 2 minutos e meio do ponto de partida, nota raiz ou Tonica mesmo.

2 – Aplicação

Temos abaixo a escala de Lá maior(###)



O acorde de lá maior normalmente representado por A é composto por T (Lá), 3ª Maior (Dó#) e 5ª(Mí) já o acorde A9 nada mais é que as 3 notas anteriores + a nota Sí.

Para o acorde Am9(lá menor com nona) neste caso a nona continua sendo a mesma nota é que deve mudar é apenas o intervalo de terça que muda para menor ficando.

La, Do, Mi, Si = Am9



Agora vamos para a exceção que é a nona bemol, ela lembra bastante o intervalo de 7+ que é coladinho na Tonica, porem os intervalos de 7+ vem antes da Tonica em um semitom, já a 9 bemol (b9) vem um semitom a frente da Tonica.

No campo harmônico de Lá maior teremos o acorde de Dó# menor com (b9).



C#mb9 ou C#m(b9) a cifra chega a assustar, mas como podem ver é algo extremamente simples, T(Dó#) 3ªmenor (Mí) 5ª(Sol#) 9b(Ré).

No geral o intervalo b9 não é muito comum na musica brasileira, ele mais utilizado na musica árabe e flamenca, pois possui um som muito peculiar com um tensão forte no geral 9b são intervalos comuns em acordes menores mas você ouvir muito acordes maiores com 9b novamente no flamenco, dica toque um acorde de Mi maior e depois insira a 9b, você vera como isso vai soar com um acorde do Paco de Lucia.

3 – Desafio

Este é a escala de Mí maior composta por 4(####) sustenidos



Identifique o 9 grau de todas as notas da escala acima. Ex; Nono grau de Mí = Fá# - Nona Maior Nono grau de Fá# ..... Nono grau de G# .....

Formas de Acordes (Shapes) Parte 2

Agora que você já sabe a diferença entre 3ª maior e menor, e sabe também que este é o intervalo que determina se um acorde e maior ou menor e sabe também que memorizando apenas 3 shapes de acordes maiores você se livra de ter que decorar um monte de acordes, vamos para os acordes menores.

1 - Acordes Menores (Shapes) Parte 2

A regra é simples se você pegar um shape de acorde maior e alterar a terça pra menor, irá mudar o acorde, se tiver um acorde menor a alterar a terça para maio irá mudar a categoria do acorde.

Sonoramente também haverá uma mudança e o seu ouvido vai lhe dizer isso, acordes maiores tem uma característica mais alegre, positiva e cristalina, acordes menores tendem a criar uma atmosfera mais triste, melancólica, escura meio dark, os intervalos de Tonica e 5ª são intervalos que não são nem maiores nem menores, são neutros e são chamados de justos, a 4ª também entra nesta categoria.

2 – Aplicação

Hora ver a pequena mudança que faz toda a diferença

1 – Começa a partir da sexta corda composto por 6 notas (T,5,T,3m,5 e T)


Viu como é simples?

2 – Iniciando a partir da quinta corda composto por 5 notas (T,5,T,3m e 5)


3 – Iniciando a partir da 4ª corda menor (T,5,T E 3m)


Por questões do distanciamento entre as notas a execução do shape menor fica ruim e exige uma boa abertura dos dedos, por isso os modelos ficam um pouco parecidos.


Agora com apenas 3 shapes de acordes e entendendo a função da 3ª no acorde você já domina o braço do instrumento.

3 – Desafio

Hora de testar os seus conhecimentos sobre a formação de acordes e o quanto você conseguiu absorver destes tópicos. Toque os acordes nesta sequencia:

Maior

Shape 1 – iniciado na 6 corda
Shape 2 – iniciado na 5 corda
Shape 3 – iniciado na 5 corda

Menor

Shape 1 – iniciado na 6 corda
Shape 2 – iniciado na 5 corda
Shape 3 – iniciado na 4 corda

Acordes

E , A, D, G, B, F, C