Violão Dedilhado

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Parecia impossível, até que eles fizeram !

O violão e as suas formas de uso vem ser renovando desde a sua criação, assim como todos os instrumentos sempre houveram alguns interpretes que não se limitaram as praticas comuns da época, há relatos de obras onde a afinação das cordas era alterada no meio da peça fazendo a interpretação parecer algo circense.

Hoje selecionei estes videos:

O primeiro é One do Metallica, tocado em uma guitarra de 8 cordas, eu chamaria de guitarra a 4 mãos


Bem a ideia não é tão nova, o Stanley Jordan vem fazendo algo assim na guitarra já há um bom tempo, uma coisa que me chamou a atenção depois de ver o videos algumas vezes é que em alguns momentos você pode notar que as vozes não ficaram equilibradas hora uma sobrepõe a outra hora quase não é possível ouvi-las, neste caso eu prefiro dizer que o proposito foi demostrar tecnicamente uma nova maneira de se tocar, sobrepondo a musica.

A Marcha Turca de Mozart



Este trabalho realmente me impressionou pela precisão técnica e qualidade do Som, aqui já houve uma tratativa melhor que a do vídeo anterior e vc consegue ouvir com nitidez todas as vozes, nota a nota balanceada e tratada. uns dos desafios está na elaboração do arranjo, onde deve-se levar em consideração a movimentação da mão direita de modo que não ocupe todo espaço e permita outra mão a tocar também.

Aqui no Brasil nos temos a oportunidade de ver e ouvir uma execução destas com nível elevadíssimo de dificuldade e interpretação, o Duo Siqueira Lima vem levando o publico ao delírio com a execução de Tico Tico no Fubá a quatro mãos.



Parecia impossível até eles foram lá e fizeram!





Modernização do Blog + Post Viral

Bem amigos, depois de muito tempo resolvi dar um upgrade neste blog, de tempos em tempos eu sempre faço isso, desta vez eu inseri alguns plug-ins do Facebook, agora será possível comentar, curtir e compartilhar com todo os seus amigos da grande rede social, alem disso agora sera possível se inscrever na pagina Violão sem Dó e acompanhar outros projetos meus como a Pagina Busking4 e o blog Violão do Lavor, espero com isso aumentar os acessos e levar todo esse conteúdo para o maior numero de interessados,

E pra comemorar vou relembrar o meu post que se tornou um viral na pagina violão sem dó, consegui 250.000 visualizações e quase 3000 curtidas na pagina !

Naquela época eu pedi ajuda para trocar o encordoamento do meu violãozinho novo, olha o que deu ...

Pessoal, Preciso de uma ajuda pra trocar as cordas e afinar o meu novo violão. Alguem se habilita?

Publicado por Violão sem Dó em Quinta, 18 de setembro de 2014


Caso haja mais interessados em ajudar fiquem a vontade.

Fim da Saga

Encerro aqui neste post o fim desta saga sobre musica, acredito que foram quase 10 post que eu escrevi de uma vez em duas noites muito inspiradas, há 3 anos criei este blog pra canalizar o meu tempo de ócio da época de quando eu trabalhava numa empresa governamental, desde o inicio a ideia foi boa mas o tempo passou e os problemas da vida adulta começaram a me deixar cansado e ocupado demais pra ter boas ideias ou coloca-las num papel, a boa noticia é que este as ideias, descobertas ficaram amadurecendo na minha cabeça e o resultado foi esta serie de postagens, espero que tenham gostado.

Visitem o meu outro blog sempre que puderem http://violaodolavor.blogspot.com.br/ lá eu costumo a publicar meus arranjos pra violão e transcrições de algumas peças também para violão, além vídeos onde eu toco violão.

Para este ultimo tópico vou postar um esquema pra facilitar a formação de acordes e suas extensões.

1 – Régua para medir Intervalos Musicais do Lavor

Parece coisa do seu Creison, mas não é, já sabemos que as notas de uma escala natural são 7 que se repetem num ciclo, os 3 pilares de um acorde são Tonica, 3ª e 5ª o que vier disso é opcional igual a uma refeição, eu diria que estes 3 são o arroz o feijão e o bife, a 7ª é a salada, muito saudável mas nem todos gostam, os intervalos de 9ª, 11ª e 13ª são a sobremesa.

2 – Aplicação

È muito comum confundir o se assustar quando você vê um acorde com este nome E6/9, Fm13, G4/9, E11#, Am (b5)7 e se tratando de inversões no acorde a coisa fica muito poluída, imagina este aqui E7(9)/G# na pratica é apenas um acorde maior com sétima menor adicionado o nono grau com baixo no 3º grau G#



Esta é a régua, você só precisa colocar a nota que te interessa na posição T de Tonica e preencher o restante de semitom em semitom, os intervalos maiores e justos estão com os graus pintados de amarelo os que estão em brancos são os menores.



Obs. Lembre-se que o II graus também é conhecido como 9ª, a 4ª e a 11 são as mesmas e o sexto é também o 13º.

Agora vamos para uma visão mais prática e operacional.

Está é uma visão do braço da guitarra ou violão, funciona como uma visão de estados ou vizinhos, funciona assim vá para qualquer lugar da sexta corda do seu violão e guitarra, agora escolha uma nota qualquer e imagine esta nota como Tonica, a vizinha da esquerda desta nota é a 7+, duas casas a frente da Tonica está a 9ª, na diagonal à esquerda e na corda 5 estará a 3ª maior, veja como este padrão se repete na Tonica da corda 4, com esta visão você pode não saber o nome da nota que esta tocando mas com certeza vai encontrar os intervalos sem ter que pensar muito.



O régua te ajuda a saber qual é a nota especifica que você quer, já o quadro acima te ajuda a localizar a região onde o intervalo está.

3 - Desafio (Tarefa)

Escolha uma nota solta (E, A, D, G ou B) e toque os seus respectivos intervalos, ouça cada som, treine o seu ouvido que com o tempo você saberá identificar de imediato.



Tétrades – Acordes de 4 vozes

No ultimo post sobre intervalo de nona sem querer acabei iniciando sobre tema de tétrades, que um tipo de acorde com mais uma nota, lembrando aquele desenho da pirâmide que eu criei pra facilitar o entendimento sobre um acorde. Let’s GO!

1 - Tétrades – Acordes de 4 vozes

Como sempre digo não há muito segredo e nem complexidade, voltando à estrutura básica de um acordes temos Baixo, médios e agudos, também temos Tonica, terças e quintas, agora chegou a hora de melhorar isso, vamos inserir mais uma nota, em geral as tétrades são formadas pelas 3 principais notas da estrutura do acorde mais a sua sétima que pode ser maior (7+) menor (7) ou diminuta (7°) que significa diminuída.

2 – Aplicação

Esta é a escala de Mí Maior, vamos utiliza-la na construção de acorde de 4 vozes



Pra facilitar a montagem de acordes vale lembra da minha regra das 3ªs para montagem de acorde, 1 escolha o ponto de partida neste caso será Mí, agora vá uma 3ª acima, teremos G#, em seguida outra 3ª e chegamos em B, mais uma 3ª e chegamos a D#, muito fácil é ir pulando de nota em nota uma sim ou não. O acorde vai ficar dessa forma – E, G#, B, D#, agora falta apenas ver se ele é um acorde maior ou menor e qual é o tipo de sétima(Maior/Menor)



Entre Mí e Sol# há um intervalo de terça maior e entre Mi e Re# há um intervalo de 7+ pois as duas notas estão coladinhas, a notação para este acorde é E7+.

Vamos montar outro acorde, avançado para o segundo grau o nosso ponto de partida será Fá# ou seja está será a Tonica deste acorde, regra da 3ª pega uma pula outra......

Resultado deste algoritmo complexo é F#, A, C#, E (face quase book haha) os próximos passos é descobri se este acorde é maior ou menor e qual é o tipo de sétima. Vejamos na figura abaixo:



Resultado temos um acorde menor com sétima menor,a cifra dele fica assim F#m7.

3 – Desafio

Termine de escrever as cifras dos acordes com as suas 7ªs da escala de Mi maior. E7+ , F#m7, ...........

Dica após identificar o sétimo grau se você aplicar a regra da 3ª mais um vez terá o nono grau!

Intervalos de 9ª e b9ª

Voltando aos intervalos e desta vez vamos as 9ª leia –se intervalos de nona, este será o ultimo post sobre intervalos, se você já leu os anteriores sobre 3ª maior e menor, aprendeu a encontrar as 7ª menor e 7ª+ agora será a hora de expandir um pouco mais o seu vocabulário de acordes e tocar qualquer cifra.

1 – Intervalos de 9ª e b9ª

Tão simples como identificar os intervalos de 7ª é a tarefa de encontrar ou inserir a 9ª em acordes, imagine que tenhamos um relógio de ponteiro dividido em 8 horas, sendo 12hrs = Tonica, depois II grau, III grau IV grau ... até finalizar o ciclo, neste caso para alcançarmos o 9º grau deveremos dar um volta inteira no relógio e pararmos no II grau, isso ocorre porque o ciclo das notas musicais são divididos em 8 graus e se repetem, a simples modos podemos dizer que neste exemplo o II grau está 5 minutos da Tonica e o 9º estaria à uma hora e cinco minutos da Tonica embora a nota em si fosse à mesma. De um modo mais operacional podemos dizer que o nono grau está à frente da Tonica em um tom.

Ex:

O nono grau de Lá é Sí
O nono grau de Dó é Ré
O nono grau de Mi é Fá#

O intervalo de nona bemol esta um semitom a frente da Tonica, neste caso ela estaria a 2 minutos e meio do ponto de partida, nota raiz ou Tonica mesmo.

2 – Aplicação

Temos abaixo a escala de Lá maior(###)



O acorde de lá maior normalmente representado por A é composto por T (Lá), 3ª Maior (Dó#) e 5ª(Mí) já o acorde A9 nada mais é que as 3 notas anteriores + a nota Sí.

Para o acorde Am9(lá menor com nona) neste caso a nona continua sendo a mesma nota é que deve mudar é apenas o intervalo de terça que muda para menor ficando.

La, Do, Mi, Si = Am9



Agora vamos para a exceção que é a nona bemol, ela lembra bastante o intervalo de 7+ que é coladinho na Tonica, porem os intervalos de 7+ vem antes da Tonica em um semitom, já a 9 bemol (b9) vem um semitom a frente da Tonica.

No campo harmônico de Lá maior teremos o acorde de Dó# menor com (b9).



C#mb9 ou C#m(b9) a cifra chega a assustar, mas como podem ver é algo extremamente simples, T(Dó#) 3ªmenor (Mí) 5ª(Sol#) 9b(Ré).

No geral o intervalo b9 não é muito comum na musica brasileira, ele mais utilizado na musica árabe e flamenca, pois possui um som muito peculiar com um tensão forte no geral 9b são intervalos comuns em acordes menores mas você ouvir muito acordes maiores com 9b novamente no flamenco, dica toque um acorde de Mi maior e depois insira a 9b, você vera como isso vai soar com um acorde do Paco de Lucia.

3 – Desafio

Este é a escala de Mí maior composta por 4(####) sustenidos



Identifique o 9 grau de todas as notas da escala acima. Ex; Nono grau de Mí = Fá# - Nona Maior Nono grau de Fá# ..... Nono grau de G# .....

Formas de Acordes (Shapes) Parte 2

Agora que você já sabe a diferença entre 3ª maior e menor, e sabe também que este é o intervalo que determina se um acorde e maior ou menor e sabe também que memorizando apenas 3 shapes de acordes maiores você se livra de ter que decorar um monte de acordes, vamos para os acordes menores.

1 - Acordes Menores (Shapes) Parte 2

A regra é simples se você pegar um shape de acorde maior e alterar a terça pra menor, irá mudar o acorde, se tiver um acorde menor a alterar a terça para maio irá mudar a categoria do acorde.

Sonoramente também haverá uma mudança e o seu ouvido vai lhe dizer isso, acordes maiores tem uma característica mais alegre, positiva e cristalina, acordes menores tendem a criar uma atmosfera mais triste, melancólica, escura meio dark, os intervalos de Tonica e 5ª são intervalos que não são nem maiores nem menores, são neutros e são chamados de justos, a 4ª também entra nesta categoria.

2 – Aplicação

Hora ver a pequena mudança que faz toda a diferença

1 – Começa a partir da sexta corda composto por 6 notas (T,5,T,3m,5 e T)


Viu como é simples?

2 – Iniciando a partir da quinta corda composto por 5 notas (T,5,T,3m e 5)


3 – Iniciando a partir da 4ª corda menor (T,5,T E 3m)


Por questões do distanciamento entre as notas a execução do shape menor fica ruim e exige uma boa abertura dos dedos, por isso os modelos ficam um pouco parecidos.


Agora com apenas 3 shapes de acordes e entendendo a função da 3ª no acorde você já domina o braço do instrumento.

3 – Desafio

Hora de testar os seus conhecimentos sobre a formação de acordes e o quanto você conseguiu absorver destes tópicos. Toque os acordes nesta sequencia:

Maior

Shape 1 – iniciado na 6 corda
Shape 2 – iniciado na 5 corda
Shape 3 – iniciado na 5 corda

Menor

Shape 1 – iniciado na 6 corda
Shape 2 – iniciado na 5 corda
Shape 3 – iniciado na 4 corda

Acordes

E , A, D, G, B, F, C

Intervalos de 7ª

Se você está acompanhando os últimos posts já deve estar familiarizado com intervalos, formação e inversões de acordes, agora é hora de melhorar o conhecimento sobre os intervalos de 7ª.

1 – Intervalos de 7ª

Assim como só existem dois tipos de intervalos de3ª(maior e menor) como vimos há um tempo atrás, Os intervalos de 7ª também possuem dois que seguem a mesma lógica, neste caso, há algumas maneiras de notação que podem gerar dúvidas, quando eu iniciei meus estudos 15 anos atrás minha professora ensinou desta maneira:

7M ou 7Maj = sétima maior
7m ou 7 = sétima menor

Atualmente o M maiúsculo do 7 maior foi trocado por + ou seja C7+ = Dó maior com sétima maior.
Para sétima menores foi abolido o uso da letra m minúscula restando apenas o numero, Fm7, Em7 etc.
Outro ponto interessante é que acordes menores (3ª menor) possuem 7 menor, sempre.
Já os acordes maiores podem ter 7+ ou 7(menor).


2 – Aplicação

Escala de Ré Maior(##)

O intervalo de sétima maior tem este nome pois a distancia entre a nota ponto de partida e o sétimo grau são de 11 semitons e já o intervalo de sétima menor são apenas 10 semitons.



Existe uma maneira mais fácil de identificar o sétimo grau, partindo do principio de que a escala é composta por 8 notas musicais e que este ciclo se repete, é muito mais prático olhar pra a nota anterior da tônica, se ela for vizinha, coladinha na nota ponto de referencia dizemos que é uma 7+ (Maior).



Agora se houver um intervalo de um semitom dizemos que é 7 menor.



Há também uma exceção se houver 2 semitons entre a nota de referencia ou Tonica chamamos de 7 diminuta que é representada 7° ou dim, na verdade esta situação só ocorrem quando efetuamos uma alteração na escala no campo harmônico menor, veremos isso mais a frente.

3 – Desafio

1 - Encontre qual é o acorde maior com sétima menor.
2- Quais são os acordes com 7+
3 – Quantos acordes possuem 7(Menor)
Escala de Lá Maior(###)



Inversão de Acordes

Inversão de acorde, que nome estranho que sempre me soou com algo difícil, complicado muito complexo que afinal é simples de entender, o segredo é saber como utilizar um acorde invertido, isso é muito comum em cifras.

1 – Inversão de acorde.

As inversões de acordes são alterações na nota do baixo (grave). Relembrando a estrutura de acordes (posição fundamental) já que uma imagem vale mais que 1000 palavras.



No sistema de Cifras as inversões são representadas depois da / Ex. Acorde de C maior com baixo na terça maior E -> 1ª inversão de C representado por C/E Acorde de E maior com baixo na terça maior G# -> 1ª inversão de E representado por E/G#

Eu acredito que faria mais sentido se, ao invés de colocar a nota X no baixo, fosse trocado pelo grau, assim ficaria mais simples o entendimento, já imaginaram C/3ª, B/5ª ou E/3ªm?

2 – Aplicação

Abaixo está a primeira Inversão (3ª no baixo):



Abaixo está a segunda Inversão (5ª no baixo):



3 – Desafio

Identifique os tipos de inversões dos acordes, todos fazem parte da tonalidade de Ré Maior que possui 2 #.



D/F# = Ré com baixo na 3ª maior, Primeira inversão.
D/A =
Em/G =
Em/B =
G/B =
F#m/C# =
Bm/F# =


Formas de Acordes (Shapes) Parte 1

Acordes, que não acabam mais há muitas maneiras de se tocar apenas um simples tríade e em varias regiões do braço da guitarra ou violão e pra facilitar existem os shapes ou formas de acordes, neste post vou escrever sobre os modelos de acordes maiores e as suas diferenças.

1 – Shapes – Maiores

Antes de começar é preciso esclarecer um duvida sobre os acordes, muitas vezes quando tocamos por cifras e precisamos tocar um acorde qualquer fica aquela duvida de qual será o melhor shape do acorde, pra ficar mais claro no violão e guitarra é possível tocar uma tríade (Tonica, 3ª e 5ª) repetindo essas notas dentro de uma forma de acorde, (tonica,5ª, Tonica,3ª,5ª e Tonica) isso não descaracteriza a tríade, pois ela e formada pelas 3 notas fundamentais de um acorde.

Veja a figura abaixo, o que elas tem em comum?


Resposta: o shape ou formato do acorde.

2 – Aplicação

Existem 3 formas muito comuns de acordes maiores 1 – Começa a partir da sexta corda composto por 6 notas (T, 5, T, 3, 5 e T).



2 – Iniciando a partir da quinta corda composto por 5 notas (T, 5, T, 3 e 5).



3 – Iniciando também a partir da quinta corda (T, 3, 5, T e 3).



Todos estes formatos são iniciados pela Tonica (Grave) a única diferença é que:
O primeiro desenho tem a nota aguda na Tonica.
O segunda desenho tem a nota aguda na 5ª.
O terceiro desenho tem a nota aguda na 3ª Maior.

3 – Desafio

Toque os 3 desenhos iniciando do nº 1, 2 e 3 das tonalidades abaixo:

Lá – Sexta Corda (Forma 1)
Lá – Quinta Corda (Forma 2,3)
Mí – Sexta Corda (Forma 1)
Mí – Quinta Corda (Forma 2,3)
Ré – Sexta Corda (Forma 1)
Ré – Quinta Corda (Forma 2,3)

Agora ficou fácil fazer qualquer acorde maior no braço da guitarra e do violão.

Acordes - Tríades

Formação de acordes, antigamente eu via muitas revistas em bancas de jornal com 550 tipos de acordes pra facilitar e ficava pensando, como é que alguém memoriza tudo isso?
Ao invés de decorar é muito mais fácil rápido e pratico entender o conceito de acordes, vou facilitar a vida de vocês com este post.
1 – Acordes

A minha definição para acordes é simples eles são estruturas de sons que podem ser de 3 notas (tríades) 4 notas (tétrades) ou de 5 notas que também são conhecidos como acordes de 5 vozes, seriam um espécie de vetor, alem disso existe alguns tipos, acordes Maiores, Menores, Meio Diminuto e Diminuto. Neste post vou abordar a forma mais simples que são os acordes de 3 notas (Tonica, Terça e Quinta). Na posição fundamental de um acorde a Tonica do fica na posição (Grave) terça (Médio) e Quinta (Agudo)



2 – Aplicação

A montagem  do acorde e feita sobre o empilhamento dos intervalos de 3ª, na imagem abaixo temos parte da escala de Sol maior, para montar o acorde precisamos da Tonica, Terça e Quinta que neste caso é Sol, Sí e Ré

Sí é a terça maior de Sol e Ré é a terça Menor de Sí e ao mesmo tempo é a quinta em relação ao Sol(Tonica).




Falando de um modo mais operacional,  dado um escala você só precisa escolher o ponto de partida(Sol) e pular uma nota sim(Lá) ou não(Sí).
Ex. Lá, Dó Mí
OBS: A primeira terça é que define se o acorde é maior ou menor
3 – Desafio

A escala é a base para a construção de um campo harmônico, neste caso a escala de Sol gera os acordes do campo harmônico de sol que possuo um # no VII Grau (F#).

Formar todos os acordes (Tríades) da escala abaixo:



Sol , Sí, Ré = Sol Maior
Lá, Dó, Mí = Lá Menor
Si...
Dó...
Ré ...
Mí...
Fá#...

È importante sair da rotina de utilizar sempre a tonalidade de Dó, a cada post vou utilizar outra tonalidade dessa forma  ao final voce está mais confortavel com as escalas.


Intervalo de 3ª

Depois de longos 3 anos, volto a escrever neste blog com uma série de posts, para o retorno vou escrever sobre intervalos, durante muito tempo eu decorei as formulas de acordes, mas nunca tinha entendido o porquê dos acordes serem chamados de maiores ou menores, a primeira coisa que vinha na minha cabeça era que os acordes maiores precisavam esticar mais os dedos e menores não, RS.. Para este primeiro post vamos aos intervalos de 3ª mais para frente volto aqui para escrever sobre intervalos de 7 e 9 e em seguida os outros.

1 – Intervalo de 3ª

Não há muito segredo e nem como se estender muito, o intervalo é distancia entre 3 tons, sendo um o ponto de partida e o terceiro graus do ponto de partida, existem dois tipo de intervalos de 3ª que poderiam ser chamados de intervalo 1 e intervalo 2, mas por uma razão óbvia foram classificados por maior e menor.

Vejam o exemplo abaixo uma escala natural de Dó maior,


Sendo Dó o ponto de partida teremos Mí como terça Maior
Sendo Fá o ponto de partida teremos Lá como terça Maior
Sendo Ré o ponto de partida teremos Fá como terça Menor
Sendo Mi o ponto de partida teremos Sol como terça Menor
Logo abaixo tem um régua de medir intervalo de terça, onde é possível visualizar o tamanho do intervalo.


2 – Aplicação

Vamos iniciar em Dó e em seguida Ré , Mi ......etc.
Eis o resultado



3 – Desafio


A 3ª de Lá é maior ou menor?
A 3ª de Sí é maior ou menor?

4 – Dica rápida

É muito fácil identificar se a 3ª e maior ou menor no braço da guitarra, violão ou baixo.
Escolha uma nota aleatório no braço do instrumento, a terça maior vai estar na diagonal abaixo da nota ponto de partida.



No caso da terça menor, ela estará abaixo da nota ponto de partida 2 semitons à esquerda ou ela estará à frente em 2 semitons.

Colcheias e Contra Tempo

De volta aos posts, vamos as divisões de tempo, parece complicado entender a notação musical, eu particularmente nunca gostei e não entendia nada da explicação básica “Semínima equivale a um tempo, duas colcheias equivalem a 1 semínima” e assim por diante fragmentando o tempo ate chegar ao átomo rs.., por fim, dentro de todas essas possibilidades e diversidades de tempo, no dia a dia a grande maioria não é utilizada, é possível fazer muitas coisas utilizando apenas semínimas e colcheias.

1. Colcheias e Contra Tempo

Antes de falar das colcheias acho interessante esclarecer o que é o contra tempo, o conceito de oposto existe para muitas coisas, claro e escuro, quente e frio, rápido e lento, alto e baixo, direita e esquerda, yin e yang. Para a marcação de tempo não é diferente. OK, mas como isso funciona? Vamos pegar duas semínimas (2 tempos) Primeiro: desenhe uma linha do tempo iniciando no tempo 1 ate o tempo 2, a distancia entre primeiro e segundo tempo assim:

Linha do Tempo
1-----------------|2-----------------|

O contra tempo esta localizado no meio do caminho entre os tempos 1 e 2 ou seja está é a primeira divisão de tempo, dividindo uma Semínima temos duas colcheias,

Linha do Tempo
1--------CT--------|2--------CT--------|
CT = Contra Tempo

Agora as notas são representadas como esta imagem abaixo:












Notem que aparece uma linha entre as duas notas, este é o sinal de divisão, sempre que se depararem com o sinal de Colcheia lembre-se “um tempo dividido em duas partes iguais”.

2. Aplicação

Agora a contagem do tempo começa a ficar um pouco mais elaborada, o contra tempo é uma marco de referencia para as divisões, que poderão ocorrer antes ou depois do contra.Para efetuar a contagem que antes era feita apenas com semínimas 1 2 3 4, onde esta localizado o contra tempo é acrescentado “&” lido como “e” agora a contagem fica dessa forma: 1 & 2 & 3 & 4 &, o Vídeo abaixo mostra na pratica como isto é feito. "Não esqueça de acentuar o tempo forte 1 2 3 4, o contra tempo “&” não precisa acentuar."




3. Desafio 04 - Utilizar Colcheias e Contra tempo

Hora de ver tudo isso na pratica, é possível juntar baixo, harmonia e melodia utilizando tempo e contra tempos, esta mistura é muito utilizada por instrumentistas solos, quando escrevem seus arranjos, isso impressiona muito ao ponto de enganar o ouvinte, já ouvi pessoas dizerem “parece que tem dois ou três violões tocando” na verdade nada mais é que um bom arranjo sendo interpretado.

Gravei os acordes do estudo nº 1 de Villa Lobos utilizando colcheias separando o baixo da harmonia, no inicio do tempo(Tempo Forte) a nota baixo e no contra tempo a harmonia, esta dinâmica pode ser utilizada em qualquer seqüência de acordes e também será um ótimo exercício na contagem do tempo e leitura.



Disponibilizei a tab neste link Download

Abraços e ate mais!!

Semínima

Agora que os tempos começam fazer um pouco mais de sentido é possivel conhecer como isso é demonstrado graficamente tanto por tablatura quanto por partitura(time sheet)como tudo é matematica vamos começar pelas notas de valor de tempo 1 neste caso a seminima.

1. Semínima
Continuando com a linha de raciocínio, sabendo que um compasso 4/4 “quatro por quatro” possui 4 tempos, a semínima e a nota que tem a duração de um tempo, então quatro semínimas preenchem um compasso 4/4, simples assim, no vídeo anterior do post Tempo Forte se fossemos representar em uma partitura ou tablatura a contagem 1 2 3 4 ela ficaria como esta imagem


2. Aplicação
Hora de ver a coisa toda funcionando, vamos juntar todos os conceitos dos posts anteriores (Compasso, Tempo Forte, Semínima) e ver como isso ocorre em uma musica.
Selecionei Seven Nation Army do White Stripes e fiz este vídeo, vejam como o tempo é marcado com o som grave do bumbo, depois de alguns compassos nos tempo 2 e 4 e acrescentado uma batida na caixa junto com o bumbo que esta fazendo toda a marcação




3. Desafio 03 – Contar o tempo de Money do Pink Floyd

Apenas por diversão selecionei esta musica, como poderão ver o compasso é bem estranho, na verdade chamamos estes compassos de compasso composto, por eles serem diferente do normal, nesta musica o andamento esta sobre 7/4 o que significa 7 tempos em um compasso, poderíamos colocar 7 semínimas para fazer o preenchimento total.


Prestem a atenção no tempo 1 de todos os compassos, sempre no inicio há alguma novidade, a musica começa com os sons de caixas registradoras e pra cada tempo ha um som diferente, depois no tempo 1 entra o baixo, alguns compassos a frente tambem no tempo 1 entram uns ruídos de guitarra e bateria logo mais vem o vocal, com o tempo e um pouco de pratica fica fácil achar o inicio do compasso e não se perder no tempo.


Apenas com a Semínima não da pra se tocar uma musica apenas se você for baixista, proximo post vou falar da Colcheia.

Abraços e até mais !!!
Jack

Tempo Forte

Continuando o ultimo post, supondo que você leu e conseguiu engatinhar contando os compassos de qualquer musica, o próximo passo será entender um pouco mais sobre compassos e as suas características, lembrando que estamos falando de um compasso de quatro tempo “4/4 - quatro por quatro”

1. Tempo Forte

Todo compasso possui um tempo forte o que é nada mais nada a menos que um tempo acentuado onde o primeiro tempo deve ser tocado com mais força/nitidez para marcar o inicio do compasso, Imagine esta situação: você esta acompanhando uma musica qualquer “1 2 3 4, 1 2 3 4 etc..” como faz pra saber se a sua contagem esta correta? Como saber se você iniciou a contagem no primeiro tempo? ou melhor seus amigos estão tocando um musica e te chamam para improvisar ou a cantar e você não pode simplesmente atravessar e sair cantando no tempo que você quiser, isso acontecia com o vocalista da minha primeira banda. “o tempo forte marca o inicio do compasso,uma volta no relógio do tempo”

Algumas pessoas têm muita facilidade na identificação do primeiro tempo e fazem isso sem perceber, isso é normal, algumas pessoas tem mais ritmos que as outras e tudo é uma questão de pratica, não há segredo apenas pratica.

2. Aplicação

Provavelmente você já deve ter visto maestros regendo orquestras e fazendo aqueles movimentos estranhos, na verdade ele esta marcando o tempo de toda a orquestra ou seja os músicos se orientam por aqueles sinais para se encontrarem num mesmo ritmo, já imaginou vários músicos tocando juntos em tempos diferentes, acredite, é terrível !

Os movimentos do maestro seguem esta figura onde o tempo parece ir subindo de estagio em estagio até cair no chão e iniciar a subida novamente


3. Desafio 02 – Encontrar o Tempo Forte

Em uma banda quem rege o tempo é o baterista embora haja piadas sobre bateristas dizendo que eles não são músicos, sem eles a coisa dificilmente anda, para facilitar a contagem sempre fique atento a bateria, geralmente em musicas normais o som do bumbo(grave) é utilizado para marcar o tempo forte.

Escolha um musica qualquer e repetida o primeiro exercício acentuando o primeiro tempo, você pode contar ao estilo Hemeto Pasqual, batendo com o calcanhar no chão para iniciar o compasso e para o restante dos tempo estale os dedos.

1 2 3 4, 1 2 3 4, 1 2 3 4, 1 2 3 4 . . . .

Segue um video interessante pra facilitar a contagem